O isolamento social e a saúde mental

O impacto na saúde da população mundial gerado pela pandemia do Coronavírus sars-cov2 ou mais popularmente conhecido como COVID-19, pode ser considerado um dos maiores da história. O vírus se espalhou rapidamente por todo o mundo, acarretando em centenas de milhões de infectados e mais de 1 milhão de óbitos.

No Brasil, o isolamento social implementando nas cidades e grandes centros urbanos na tentativa de conter o avanço da pandemia, vem se mostrando a medida mais eficaz contra o seu contágio, porém, os efeitos colaterais relacionados à saúde mental das pessoas socialmente isoladas, vem sendo objeto de estudo por pesquisadores e universidades mundo afora.

O convívio social foi diretamente afetado pelo novo Coronavírus. Durante a pandemia, jornadas de trabalho em escritórios se transformaram em longas horas frente ao computador no sofá de casa, muitas vezes sem hora para terminar, as reuniões com amigos e familiares foram substituídas por chamadas de vídeo, almoços/jantares em restaurantes foram substitutos por aplicativos e sistemas de delivery, passeios de final de semana foram substituídos por intermináveis horas em frente à TV ou à tela de um smartphone. Todos estão passando mais tempo em casa.

Apesar da liberação parcial de funcionamento de estabelecimentos comerciais e todas as medidas de higiene e segurança adotas, o clima ainda é de incerteza, e gera insegurança principalmente para quem vive nos grandes centros urbanos, onde o contágio é mais difícil de ser contido.

Em relação ao mercado de trabalho, tudo também é muito nebuloso. Salários foram reduzidos, empregos foram cortados e estabelecimentos comerciais foram fechados, aumentando ainda mais a tensão no país, que possui um custo de vida elevado.

Todas essas mudanças impactaram diretamente a vida da população, e problemas relacionados à saúde mental começaram a se multiplicar. Estresse, ansiedade e depressão andam na contramão das medidas necessárias de combate à pandemia.

De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2017, cerca de 11,5 milhões de pessoas sofrem com a depressão no Brasil. Entre Março e Abril de 2020, o psicólogo Alberto Filgueiras, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), realizou um estudo com 1.460 brasileiros de 23 cidades e 9 estados, que apontou que os casos de ansiedade e depressão Brasil duplicaram em um pouco mais de 1 mês.

O número de indivíduos que sofrem com estresse agudo subiu de 6,9% para 9,7%. Os casos de depressão subiram de 4,2% para 8%. E por último, os casos de crise aguda de ansiedade subiram de 8,7% para 14,9%.

 

Jovens e adolescentes também são afetados

O isolamento social também impactou a vida de jovens e adolescentes. Ver os amigos, frequentar as aulas, ou ter qualquer tipo de convívio social vem se tornado uma tarefa difícil após a nova rotina de cuidados para o enfretamento da COVID-19.

Embora eles entendam a importância das medidas de isolamento social, a pandemia gerou impactos profundos na qualidade de vida desses jovens. O instituto Young Minds, organização não governamental que luta pela saúde mental de jovens e adolescentes, relatou um aumento significativo de ligações para o instituto, que hoje, recebe mais de 1000 ligações por dia e 25% destas, estão relacionadas ao Coronavírus. Dentre os atendimentos sobre o Coronavírus, 60% envolvem questões relacionadas à ansiedade.

O medo do contágio, de perder o ano letivo, as incertezas relacionadas ao futuro e a perda do contato com os amigos, são algumas das principais queixas desses jovens.

 

Impactos à saúde dos idosos

A saúde mental da população idosa também é motivo de preocupação. O medo do contágio da doença e o distanciamento da família podem desencadear transtornos de ansiedade e depressão. Por isso, devemos observar os idosos mais de perto.

A coordenadora da Comissão Especial COVID-19 da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Maisa Kairalla, alerta sobre a necessidade de termos atenção especial para os idosos nesse momento. A especialista recomenda observar os gestos, a fala e olhares dos mais idosos, afim de detectar algum sinal de risco. Conversas por telefone e videochamadas podem ser essenciais para manter os laços afetivos e notar possíveis problemas que os estejam afligindo.

 

Cuidando do corpo e da mente

Todo e qualquer distúrbio relacionado a saúde mental requer ajuda profissional e, em alguns casos, medicamentos específicos. É muito difícil vencer um quadro depressivo sozinho, além do auxilio profissional, o suporte da família e amigos também é muito importante neste momento.

Alguns hábitos podem ser de grande ajuda para afastar a ansiedade e a depressão. A pratica de exercícios físicos, manter uma dieta equilibrada, realizar uma nova atividade ou adquirir um novo hobby, e selecionar bem os horários de acompanhar as notícias, podem ter fundamental importância nos impactos do isolamento social.

Cuidado também com as Fake News (notícias falsas) e o conteúdo que você acompanha nas redes sociais. Procure sempre por informações de fontes confiáveis e evite as correntes transmitidas por aplicativos de mensagens.

Acima de tudo, respire fundo! Especialistas afirmam ser perfeitamente normal se sentir um pouco desmotivado durante este período, e não necessariamente isso está relacionado a ansiedade ou depressão. É um momento em que entendemos a nossa própria fragilidade e precisamos aprender a conviver com tudo isso que estamos vivenciando.

 

Princípios ativos manipulados para a saúde mental

Alguns princípios ativos manipulados podem auxiliar a manter a saúde mental e afastar a ansiedade e a depressão, dentre eles, recomendamos a Apigenina e a Citicolina.

A Apigenina é um flavonoide encontrado na salsa, no tomilho e na camomila, que possui ação neurológica eficiente e potente ação antioxidante. Estudos demonstram a capacidade da Apigenina em fortalecer as conexões cerebrais e de afastar alguns distúrbios psiquiátricos como a ansiedade e a depressão.

A Citicolina, por sua vez, possui ação neuro-regeneradora, protegendo e regenerando as membranas que envolvem as células neuronais, além de aumentar a capacidade de foco e concentração. A Citicolina também eleva os níveis de neurotransmissores importantes, como a serotonina por exemplo, que aumenta a sensação de felicidade.

Apesar de ambos princípios ativos não exigirem prescrição, converse com o seu médico e siga as suas orientações.

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Publicado em:

outubro 8, 2020

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